Classe jovens

Subsídio para classe dos jovens – LIÇÃO 2
LIÇÃO 2 – DESFRUTANDO A ALEGRIA NA ESPERANÇA DA SALVAÇÃO

Título: Filipenses — A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja
Comentarista: Elienai Cabral
  
Lição 10: A alegria do salvo em Cristo
Data: 08 de Setembro de 2013

TEXTO ÁUREO

Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos” (Fp 4.4).

VERDADE PRÁTICA

Em tempos trabalhosos e difíceis, somente a alegria do Senhor pode apaziguar a nossa alma.

HINOS SUGERIDOS

139, 141, 186.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Sl 92.1-5
A alegria do Senhor traz gratidão
  
Terça - Ne 8.8-12
A Palavra de Deus traz alegria
  
Quarta - Fp 4.4
Alegrai-vos no Senhor
  
Quinta - Fp 4.4-7
Alegria apesar das circunstâncias
  
Sexta - Sl 43.4,5
O Deus que nos alegra


Sábado - At 4.24-31
Alegria em meio à tribulação

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Filipenses 4.1-7.

1 - Portanto, meus amados e mui queridos irmãos, minha alegria e coroa, estai assim firmes no Senhor, amados.
2 - Rogo a Evódia e rogo a Síntique que sintam o mesmo no Senhor.
3 - E peço-te também a ti, meu verdadeiro companheiro, que ajudes essas mulheres que trabalharam comigo no evangelho, e com Clemente, e com os outros cooperadores, cujos nomes estão no livro da vida.
4 - Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos.
5 - Seja a vossa equidade notória a todos os homens. Perto está o Senhor.
6 - Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças.
7 - E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.

INTERAÇÃO

Paulo enfrentou muitas dificuldades e humilhações no serviço do Mestre. Em 2 Coríntios 11.23-29 ele faz uma pequena relação de algumas das dores e perigos que teve que encarar por amor a Cristo. Todavia, o apóstolo não se deixou abater pelas dificuldades. Ele não permitiu que as aflições roubassem sua alegria. O contentamento de Paulo não dependia das circunstâncias, pois advinha da sua comunhão com Cristo. Quem tem a Jesus tem a alegria da salvação e pode se regozijar em toda e qualquer situação. Na obra do Senhor enfrentamos momentos ruins, mas a alegria concedida pelo Eterno nos dá forças para seguirmos em frente. Talvez professor, você esteja enfrentando momentos difíceis em seu ministério de ensino ou em sua família, porém não perca a força nem o ânimo. Confie no Senhor e permita que a alegria dEle inunde sua alma trazendo paz e esperança.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
·   Exortar a respeito da alegria e firmeza da fé.
·   Compreender que a alegria divina sustenta a vida cristã.
·   Conscientizar-se a respeito da singularidade da paz de Deus.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor para introduzir a lição reproduza o quadro abaixo de maneira que cada aluno tenha uma cópia. Em classe, leia juntamente com os alunos, o texto bíblico de 2 Coríntios 11.23-29. Enfatize as muitas provações enfrentadas por Paulo. Depois faça a seguinte indagação: “Como ter alegria em meio à tribulação?”. Ouça os alunos com atenção e explique que a nossa alegria independe das circunstâncias externas. Ela é fruto de Cristo em nós, faz parte da nossa salvação. Em seguida leia o quadro com os alunos explicando os ensinos bíblicos a respeito da alegria.

OS ENSINOS BÍBLICOS A RESPEITO DA ALEGRIA INCLUEM:

(1) A alegria está associada à salvação que Deus concede em Cristo (1Pe 1.3-6; cf. Sl 5.11; Is 35.10).
(2) A alegria flui de Deus como um dos aspectos do fruto do Espírito (Sl 16.11; Rm 15.13; Gl 5.22). Logo, ela não nos vem automaticamente. Nós a experimentamos somente à medida que permanecemos em Cristo (Jo 15.1-11). Nossa alegria se torna maior quando o Espírito Santo nos transmite um profundo senso da presença e do contato de Deus em nossa vida (cf. Jo 14.15-21).
(3) A alegria, como deleite na presença de Deus e nas bênçãos da redenção, não pode ser destruída pela dor, pelo sofrimento, pela fraqueza nem por circunstâncias difíceis (Mt 5.12; 2Co 12.9).

COMENTÁRIO

introdução

Palavra Chave
Alegria: Estado de viva satisfação, de vivo contentamento; regozijo, júbilo.

Alegria, regozijo e contentamento são expressões comuns ao longo da Epístola de Paulo aos Filipenses. Paradoxalmente, elas revelam o coração do apóstolo na prisão de Roma. Paulo não se desesperou com o seu cativeiro, mas alegrou-se no Senhor. Ele sabia que estava nas mãos de Deus e contentava-se com as notícias de que a igreja de Filipos, fruto do seu árduo ministério, caminhava muito bem. O apóstolo não deixou se abater com as tribulações do seu ministério, pois nelas, ele via a providência amorosa do Altíssimo.

I. EXORTAÇÃO À ALEGRIA E FIRMEZA DA FÉ (4.1-3)

1. A alegria de Paulo. O primeiro versículo do capítulo 4 de Filipenses inicia-se com um “portanto”, justamente por ser continuação do capítulo 3, quando o apóstolo tratara do perigo dos “inimigos da cruz”. Aqui, Paulo diz que os crentes de Filipos são a sua “alegria e coroa” e aconselha-os a continuarem firmes no Senhor (v.1). A permanência dos filipenses em Cristo bastava para encher o coração do apóstolo de alegria. Por isso, ele manifestou o seu orgulho e os mais íntimos sentimentos de amor e carinho para com os irmãos de Filipos.
2. A alegria nas relações fraternas. Nem tudo, porém, era maravilhoso e perfeito na igreja de Filipos. Ali, estava ocorrendo um grande problema de relacionamento entre duas importantes mulheres que cooperaram na implantação da igreja filipense: Evódia e Síntique (v.2). Esse problema estava perturbando a comunhão da igreja e expondo a saúde espiritual do rebanho.
A fim de resolver a questão, Paulo se dirige a um obreiro local (Timóteo ou Tito, não sabemos) que, com Clemente e os demais cooperadores, procuraria despertar e restabelecer o relacionamento harmônico e fraterno entre Evódia e Síntique. Como verdadeiro pastor, o apóstolo tratou as duas mulheres com o devido cuidado e respeito, pois as tinha em grande estima pelo fato de ambas terem contribuído muito para o seu apostolado.
3. A alegria de ter os nomes escritos no Livro da Vida. O versículo 3 demonstra algo muito precioso para o cristão: a alegria de ter o nome escrito no livro da vida. Paulo menciona tal certeza, objetivando reafirmar a felicidade e a glória de se pertencer exclusivamente ao Reino de Deus.
Os filipenses tinham cidadania romana porque eram originários de uma colônia do império. Mas quando o apóstolo escreve sobre cidadania refere-se a uma muito mais importante que a de Roma. Nossa verdadeira cidadania vem do céu, e o “mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.16). Você tem convicção de que o seu nome está arrolado no Livro da Vida? Você compreende o valor disso?


SINOPSE DO TÓPICO (I)

O apóstolo não deixou se abater com as tribulações do seu ministério, antes procurou servir ao Senhor com alegria.


II. A ALEGRIA DIVINA SUSTENTA A VIDA CRISTÃ (4.4,5)

1. Alegria permanente no Senhor. A versão bíblica ARC emprega a palavra “regozijar” no lugar de “alegria” (v.4). O que é regozijar-se? É alegrar-se plenamente. A declaração paulina afirma que a fonte da alegria cristã é o Senhor Jesus, que promoveu a nossa reconciliação com Deus (Rm 5.1,11). Através dEle somos estimulados a permanecer firmes na fé (Rm 5.2). Que alegria!
É a presença viva do Espírito Santo em nós que produz essa certeza (Jo 16.7; Rm 14.17; 15.13). Nada neste mundo é capaz de superar as vicissitudes da vida como a alegria produzida em nosso coração pelo Senhor (Tg 1.2-4; Rm 5.3). O apóstolo sabia da batalha que os filipenses enfrentavam contra os falsos mestres. Estes fomentavam heresias capazes de criar dúvidas quanto à fé. E, por isso, Paulo imperativamente reitera aos filipenses: “Regozijai-vos sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos”.
2. Uma alegria cuja fonte é Cristo. A alegria cristã tem como fonte a pessoa bendita do Senhor Jesus. É por isso que, mesmo em meio às adversidades sofridas em Filipos, o apóstolo teve grandes experiências de alegrias espirituais (At 16; cf. 1Ts 2.2). Isso só foi possível pelo fato de ele conhecer pessoalmente Jesus de Nazaré. Quando o apóstolo foi confrontado interiormente e pediu a Deus para que fosse tirado o “espinho de sua carne”, o Senhor lhe respondeu: “A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2Co 12.9a). Após esse episódio, Paulo então pôde afirmar: “De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo” (2Co 12.9b).
3. Uma alegria que produz moderação. O texto bíblico recomenda que a nossa “equidade [deve ser] notória a todos os homens”, pois “perto está o Senhor” (v.5). Na versão ARA, o termo “equidade” é traduzido como “moderação”. Ambas as palavras são sinônimas porque dizem respeito à amabilidade, benignidade e brandura. Levando em conta o contexto de Filipenses, os termos referem-se à pessoa que nunca usa de retaliação quando é provada ou ameaçada por causa de sua fé.
O apóstolo Paulo espera dos filipenses autocontrole e não um comportamento explosivo, próprio de pessoas destemperadas ou sem domínio próprio. Ele assim o faz, por saber que, aquele que tem a alegria do Senhor no coração, possui uma disposição amável e honesta para com outras pessoas, particularmente em relação àquelas inamistosas e más. William Barcklay escreve que “o homem que tem moderação é aquele que sabe quando não deve aplicar a letra estrita da lei, quando deve deixar a justiça e introduzir a misericórdia”.


SINOPSE DO TÓPICO (II)

Nada neste mundo é capaz de superar as vicissitudes da vida como a alegria produzida em nosso coração pelo Senhor.


III. A SINGULARIDADE DA PAZ DE DEUS (4.6,7)

1. A alegria desfaz a ansiedade e produz a paz. Além de gerar equidade, a alegria do Senhor desfaz a ansiedade, pois esta contraria a confiança que afirmamos ter em Deus. Nada pode tirar a nossa paz, perturbando-nos a mente e o coração. As nossas petições devem ser feitas humildemente, com ação de graças em reconhecimento à misericórdia do Senhor (v.6), ao mesmo tempo em que confiamos na providência do Pai Celeste.
2. Uma paz que excede todo o entendimento. No versículo 7, o apóstolo fala acerca da “paz de Deus, que excede todo o entendimento”. Ficando claro que a alegria e a paz são recíprocas entre si. Não há alegria sem paz interior. Esta é decorrência daquela. Essa paz vem do próprio Jesus: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá” (Jo 14.27).
Em síntese, a paz de Deus transcende qualquer compreensão humana, pois não há como discuti-la filosófica ou psicologicamente. Há casos em que somente a paz de Deus acalma os corações perturbados. É a paz divina que excede — ultrapassa ou transcende — a todo o entendimento, pois não depende das circunstâncias.
3. Uma paz que guarda o coração e os sentimentos do crente. Ainda no versículo 7, lemos que essa paz, dada por Cristo, “guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus”. O texto fala de “coração e sentimento”, cidadelas dos pensamentos e das emoções que experimentamos no cotidiano.
A paz de Deus é uma espécie de muro em torno de uma casa, objetivando protegê-la dos perigos externos. Ela torna-se um guarda fiel para o crente. Que saibamos, em Cristo, ouvir o belo conselho do sábio: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida” (Pv 4.23).

SINOPSE DO TÓPICO (III)

A paz divina que o Senhor nos concede excede a todo o entendimento, pois não depende das circunstâncias.


CONCLUSÃO

A Carta aos Filipenses, em sua completude, destaca a alegria do Senhor como uma virtude de sustentação da vida cristã. Não se trata de alegria passageira ou meramente emocional. A alegria do Senhor alimenta a nossa alma e produz paz e segurança, porque essa “paz é como uma sentinela celestial” que nos guarda do mal. Ora, a alegria também é “fruto do Espírito” (Gl 5.22), pois a presença dela em nós produz uma vida interior que supera todas as nossas vicissitudes.

VOCABULÁRIO

Arrolado: Relacionado em listagem.
ARC: Almeida Revista e Corrigida.
Vicissitude: Instabilidade dos acontecimentos. Eventualidade, revés.
Inamistosas: Hostis, adversárias.
Cidadela: Local seguro.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

ZUCK, R. B. Teologia do Novo Testamento. 1 ed., RJ: CPAD, 2008.
RICHARDS, L. O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1 ed., RJ: CPAD, 2007.

EXERCÍCIOS

1. A quem o apóstolo Paulo se refere como sua “alegria e coroa”?
R. Os crentes de Filipos.

2. Entre quais mulheres estava ocorrendo um problema de relacionamento na igreja de Filipos?
R. Evódia e Síntique.

3. Qual era a cidadania dos filipenses? Mas a qual devemos valorizar?
R. Os filipenses tinham cidadania romana. A cidadania que vem do céu.

4. Em sua completude, o que a Carta aos Filipenses destaca sobre a alegria?
R. A alegria divina sustenta a vida cristã.

5. De acordo com a lição o que a alegria divina é capaz de desfazer e produzir?
R. A alegria desfaz a ansiedade e produz a paz.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

Subsídio Teológico

“Seja a vossa equidade notória a todos os homens. Perto está o Senhor. O termo grego epieikes, equidade, descreve restrição de paixões, sobriedade ou aquilo que é apropriado. Pode significar boa disposição para com as pessoas (cf. Rm 14). Em 1 Timóteo 3.3 e Tito 3.2, a palavra é usada com um adjetivo que significa ‘não propenso a brigar’. A ideia é de ser tolerante, não insistindo em direitos próprios, mas agindo com consideração uns com os outros. Em questões que sejam dispensáveis, os crentes filipenses não devem ir a extremos, mas evitar o fanatismo e a hostilidade, julgando uns aos outros com indulgência. Perto está o Senhor pode ser aviso que a igreja primitiva costumava usar. Neste caso, Paulo está dizendo: ‘Qual é o propósito das rivalidades? Sede tolerantes uns com os outros para que Deus seja tolerante convosco quando o Senhor vier’. A frase também era entendida como promessa da proximidade do Senhor, e interpretada com relação ao versículo seguinte. Não estejais inquietos por coisa alguma [...] Embora possamos planejar o futuro (1Tm 5.8), não devemos ficar ansiosos quanto a nada (Mt 6.25). O segredo desta qualidade de vida é a oração e as súplicas. ‘Cuidado e oração [...] são mais opostos entre si que fogo e água’. Oração é geral e baseia-se nas promessas divinas, envolvendo devoção ou adoração. Súplicas são rogos especiais em tempos de necessidade pessoal e apelam para a misericórdia de Deus” (Comentário Bíblico Beacon. 1 ed., Vol. 9, RJ: CPAD, 2006, p.277).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

Subsídio Teológico

“Pessoal (4.2,3)
A advertência de Paulo nestes dois versos marca uma ocorrência incomum em suas cartas. É comum o apóstolo enfrentar os problemas, as objeções ou as falsas doutrinas dentro de suas igrejas. Porém, esta é uma das poucas ocasiões onde ele realmente nomeia as pessoas envolvidas (1 Tm 1.20). Na maioria das vezes, Paulo prefere manter os envolvidos em controvérsias no anonimato. O fato de mencionar aqui estes indivíduos reflete a seriedade da situação, seu relacionamento íntimo com os filipenses e sua alta consideração para com as duas irmãs a quem fez este sincero apelo. Obviamente ele considera estas mulheres, bem como o restante da congregação, como suficientemente maduros para lidarem com este assunto publicamente.
Paulo propõe um sério apelo às duas mulheres na congregação em Filipos, Evódia e Síntique (possivelmente diaconisas naquela igreja). As mulheres desempenharam um papel muito importante na fundação daquela igreja na macedônia (veja At 16.14).
[...] Paulo fala com cada uma das mulheres separadamente, possivelmente para mostrar sua imparcialidade na situação.
[...] Estas mulheres, juntamente com Clemente e outros cooperadores, têm combatido com Paulo como se estivessem em um combate de gladiadores (1.27), por amor ao evangelho. Agora, nestas ocasiões em que existem relacionamentos hostis, Paulo pede a este ‘verdadeiro companheiro’ que seja um parceiro para estas duas senhoras, a fim de trazer uma solução. É significativo que os termos ‘cooperadores’, ‘contender’ e ‘ajudar’ contenham a preposição ‘com’ (syn), enfatizando o papel vital da comunidade cristã e do trabalho em equipe, no pensamento de Paulo” (Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 4 ed., RJ: CPAD, 2009, p.505).

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

Alegria dos salvos em Cristo

O apóstolo Paulo abriu o capítulo 4 reconhecendo que os filipenses eram sua alegria e coroa. A alta estima que Paulo tinha à igreja de Filipos fazia com que o apóstolo não economizasse no vocabulário, riquíssimo de nobres sentimentos. Por isso, ele exortava os filipenses a estarem firmes no Senhor, numa espécie de redundância ao assunto exposto no capítulo anterior.
Em seguida conclama a Evódia e Síntique que sentisse o mesmo sentimento no Senhor. Amor, carinho, ternura e compaixão eram sentimentos que deviam está no coração dessas duas irmãs, pois afinal de contas, elas eram crentes fundadoras daquela comunidade. Estavam no início de tudo, lado a lado com o apóstolo na labuta da fé. Mas algo de errado ocorrera com estas duas preciosas irmãs no cotidiano da igreja.
Imediatamente Paulo pede a um obreiro local que auxilie essas irmãs, mas não somente ele, Clemente também e muitos outros cooperadores no Evangelho. Aquele era o momento onde os oficiais da comunidade local deviam socorrer e conciliar o relacionamento daquelas duas irmãs pioneiras. O objetivo dessa medida pastoral era que ao final de tudo, juntamente com toda igreja, Evódia e Síntique pudessem atender a convocação paulina: “Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos”.
Este relato ensina de maneira singular o quanto que o discípulo de Jesus deve valorizar o bom relacionamento com os irmãos. A comunhão entre irmãos é um instrumento de Deus para levar alegria ao coração daqueles que se sentem solitários ou deprimidos. Muitos são os irmãos que não tem a oportunidade de comungar com o outro irmão da mesma fé. A luz do relato de Evódia e Síntique, o crente em Jesus é estimulado a resolver a diferença com o seu próximo e viver a alegria de Deus com os irmãos.
O ambiente que promove união e comunhão é propício para não haver inquietações das almas e confusão de espírito. Neste ambiente se torna propício em Deus as petições dos santos serem conhecidas pelos outros com oração e súplicas e ação de graças. Então a paz de Deus que excede todo o entendimento guardará os corações e os sentimentos dos discípulos de Cristo Jesus, o nosso Senhor. A igreja local precisa ser este ambiente. Um lugar de Comunhão, Paz, Oração e Ação de Graças entre os irmãos.





















Subsídio para classe dos jovens – LIÇÃO 1
Síntese sobre a vida de Pedro – 

Lição 9: Pedro, um discípulo sincero e dinâmico
Data: 02 de Setembro de 2007

TEXTO ÁUREO

Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Co 5.17).

VERDADE PRÁTICA

O Espírito Santo transforma o caráter do crente que a Ele se entrega incondicionalmente.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Rm 8.9-11
O Espírito Santo renova a vida do crente
  
Terça - Rm 8.14-16
O Espírito Santo orienta o crente em suas ações
  
Quarta - 1 Pe 1.22,23
A verdade alimenta o caráter
  
Quinta - Sl 101.6
O crente deve buscar a retidão

 Sexta - 1 Pe 3.10-12
Retidão, princípio da comunhão com Deus

 Sábado - Lc 19.8-10
Jesus, saúde para o caráter

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Pedro 1.3,4,18,19,22,23; 2.1-3.

1 Pedro 1
3 - Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos,
4 - para uma herança incorruptível, incontaminável e que se não pode murchar, guardada nos céus para vós
18 - sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que, por tradição, recebestes dos vossos pais,
19 - mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado.
22 - Purificando a vossa alma na obediência à verdade, para caridade fraternal, não fingida, amai-vos ardentemente uns aos outros, com um coração puro;
23 - sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva e que permanece para sempre.

1 Pedro 2
1 - Deixando, pois, toda malícia, e todo engano, e fingimentos, e invejas, e todas as murmurações,
2 - desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional não falsificado, para que, por ele, vades crescendo,
3 - se é que já provastes que o Senhor é benigno.

INTERAÇÃO

Professor, como foi a ministração da semana anterior? Os alunos gostaram de estudar a vida e o caráter do apóstolo Paulo? Eles estão motivados? Você tem observado alguma mudança de comportamento por parte de seus alunos? Continue orando em favor de seus educandos, a fim de que o Senhor Jesus realize mudanças profundas no caráter de cada um deles. Deus o abençoe!

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
·         Explicar a mudança do nome de Simão para Pedro.
·         Descrever o chamado e restauração de Pedro.
·         Reconhecer que Jesus vocaciona os homens a despeito de suas falhas.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, nesta lição, estudaremos a biografia de um dos apóstolos mais dinâmicos do Novo Testamento. Pedro é proeminente nos Evangelhos e nos doze primeiros capítulos de Atos dos Apóstolos. Escreveu duas importantes epístolas e foi o primeiro a pregar o evangelho aos gentios. Na classe, destaque o caráter e temperamento do apóstolo Pedro. Discuta com os educandos a mudança significativa entre os nomes Simão e Pedro, bem como as características do caráter e temperamento designados por esses nomes. Ressalte a mudança efetuada pelo Espírito Santo na vida de Pedro. Veja um exemplo na tabela abaixo.


COMENTÁRIO

introdução

Palavra Chave
Sincero: Virtude mediante a qual a pessoa, em palavras e atos, se conduz sem a intenção de enganar.

Pedro é, sem dúvida alguma, um dos principais personagens do Novo Testamento. Os Evangelhos e o livro de Atos biografam-no com admirável riqueza de detalhes. Neles, o apóstolo é apresentado como um homem impulsivo, porém, sincero e dinâmico.

I. PEDRO, PESCADOR DE HOMENS (Lc 5.8-10)

1. Simão, o pescador. Simão Pedro e seu irmão André eram pescadores e companheiros de outros dois irmãos, também pescadores: João e Tiago, filhos de Zebedeu (v.10). Pedro era de Betsaida, uma aldeia que ficava ao norte do mar da Galiléia (Jo 1.44). Porém, estabelecera sua residência em Cafarnaum, noroeste do lago. Com ele residia sua esposa, sogra e André (Mc 1.21,29).
2. Pedro, pescador de homens. Após o encontro com Jesus, Simão retornou imediatamente à pesca (Lc 4.38,39; 5.1-3 cf. Mt 4.18-22; Mc 1.16-20; Jo 1.42).
Certo dia, Simão e seus companheiros passaram uma noite inteira pescando e nada apanharam.
Aquela longa e malsucedida vigília fez com que retornassem à praia mais cedo (Lc 5.5). Ao chegarem, depararam-se com Jesus que ensinava à multidão. O Mestre, vendo dois barcos à beira do lago, entrou no que pertencia a Simão, e pediu-lhe que o afastasse um pouco da praia. Sentou-se, e de lá continuou seus ensinamentos (Lc 5.3). Acabando de falar, ordenou a Simão que lançasse a rede em águas mais profundas. O pescador da Galiléia relutou em obedecer ao Filho de Deus, mas, logo depois, decidiu confiar em suas palavras (Lc 5.5). A Bíblia afirma que, naquele dia especial, “pescaram uma grande quantidade de peixes, e rompia-se-lhes a rede” (v.6). Simão ficou tão espantado com o milagre que imediatamente prostrou-se aos pés de Cristo confessando-lhe os pecados (Lc 5.8,9). Então, o Mestre Divino asseverou-lhe: “Não temas; de agora em diante, serás pescador de homens” (v.10).
3. Jesus muda o nome de Simão. Simão é uma abreviatura de Simeão, um dos doze filhos de Jacó (Gn 29.33). Esse patriarca não ficou conhecido exatamente pelo significado de seu nome, “formoso”, mas pelo seu comportamento impulsivo (Gn 49.5-7). Foi em Betânia (Jo 1.42) que Jesus mudou o nome de Simão para Pedro (grego) ou Cefas (aramaico). A partir daí, houve uma profunda renovação de seu caráter e temperamento, como aconteceu com Jacó (Gn 32.28). Simão, que antes era impulsivo e volúvel, tornara-se Pedro, ponderado, constante e firme como pedra (Mt 16.18; Mc 3.16; Lc 6.14; Jo 1.42).

SINOPSE DO TÓPICO (I)

Simão era pescador, casado, discípulo de João, chamado por Jesus para ser pescador de homens e teve seu nome mudado para Pedro.

II. O CARÁTER DE PEDRO

1. Jesus conhecia seus discípulos (Jo 2.25). O Mestre conhecia perfeitamente a personalidade, o temperamento e o caráter de cada um dos discípulos.
Jesus sabia exatamente o que estava fazendo quando escolheu Pedro, cujo caráter precisava de aperfeiçoamento. Ao chamá-lo à sua seara, o Mestre enxergara além de suas fraquezas, pois conhecia suas potencialidades (Mt 16.15-19). Pedro demonstrou seu potencial convincentemente no Dia de Pentecostes, quando cheio do Espírito Santo (At 1.13,15; 2.4) pregou a Palavra, e quase três mil almas aceitaram a Cristo como Salvador (At 2.14-41).
2. Pedro nega a Jesus (Mt 26.69-75). Pedro fora à casa de Caifás a fim de acompanhar o desdobramento da prisão de Jesus (Mt 26.58). Sentado ao pátio, foi prontamente reconhecido por uma criada. Pedro, porém, negou a Jesus. Isso se repetiria por mais duas vezes (vv.71-74). Arrependido, o apóstolo chorou amargamente (v.75; cf. Lc 22.61).
3. Procurado por Jesus ressurreto. Jesus amava tanto Pedro que lhe deu o privilégio de vê-lo ressurreto (Lc 24.34; 1 Co 15.5). Noutra ocasião, deixou-lhe uma mensagem para que se reunisse aos outros discípulos na Galiléia (Mc 16.5-7; Mt 28.10; Lc 24.12). Na terceira aparição, o Mestre perguntou a Pedro por três vezes: “Simão, filho de Jonas, amas-me?” (Jo 21.15-17). Na última reunião com os discípulos, Jesus não se referiu mais a Pedro. Apenas orientou-os a não se ausentarem de Jerusalém e esperarem a promessa do Pai (At 1.4-9).
4. Pedro no Pentecostes (At 2.14-36). O primeiro sermão de Pedro fora feito cinqüenta dias após a ressurreição de Cristo, ocasião em que também foi batizado no Espírito Santo (At 1.8), no Dia de Pentecostes. Pedro, que outrora negara o Senhor Jesus diante de simples serviçais, agora, confessa-o na presença de grandes autoridades.
5. Pedro após o Pentecostes. Dois elementos marcaram o ministério de Pedro: graça para resistir à perseguição e zelo pela integridade da Igreja.
a) Resistindo à perseguição. Certa vez, após curarem um coxo em nome do Senhor (At 3.1-9), Pedro e João foram presos e conduzidos ao Sinédrio para serem interrogados (At 3). Pedro não era mais aquele discípulo de caráter inconstante e inseguro. Agora, regozijava-se por ser considerado digno de sofrer pelo nome do Senhor (At 5.42).
b) Zelando pela integridade. A igreja recém-formada seguia triunfante, entusiasmada e disposta ao sacrifício. Todavia, nem tudo era perfeito. Ananias e Safira, por exemplo, venderam voluntariamente sua propriedade a fim de que o dinheiro fosse doado aos apóstolos para a realização de obras sociais. Porém, em vez de entregarem o valor combinado, guardaram para si uma parte do dinheiro. Eles mentiram acerca do valor do imóvel. Pedro, pelo Espírito Santo, logo percebeu o que havia acontecido. Era um caso explícito de desonestidade! O apóstolo repreendeu-os severamente, e sobreveio-lhes imediata condenação divina (At 5.1-10).

SINOPSE DO TÓPICO (II)

Jesus conhecia perfeitamente cada um de seus discípulos. Porém, convocou Pedro, a despeito de suas falhas, pois conhecia suas potencialidades, muito bem demonstradas após o Pentecostes.

CONCLUSÃO

A exemplo de Pedro, todos precisamos aperfeiçoar nosso caráter. O Senhor Jesus continua trabalhando na vida daqueles que se entregam a Ele de todo o coração, capacitando-os para toda a boa obra.

VOCABULÁRIO

Biografia: Descrição ou história da vida de uma pessoa.
Temperamento: O conjunto dos traços de uma pessoa que lhe determinam as reações emocionais, os estados de humor, o caráter.
Volúvel: Inconstante, mudável, instável; volátil.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

CABRAL, E. A síndrome do canto do galo. RJ: CPAD, 2000.
KENDRICK, M. 365 lições de vida extraída de personagens da Bíblia. RJ: CPAD, 1999.

EXERCÍCIOS

1. Comente sobre a vida de Simão, o pescador.
R. (Livre). Simão era de Betsaida e pescador. Era casado e teve seu nome mudado para Pedro.

2. Descreva o que você entendeu sobre a mudança do nome de Simão para Pedro.
R. (Livre). Foi em Betânia (Jo 1.42) que Jesus mudou o nome de Simão para Pedro. Simão, antes volúvel, tornou-se Pedro, firme como pedra.

3. Por que Jesus convocou Pedro, embora conhecesse suas fraquezas?
R. Porque o Mestre conhecia suas potencialidades.

4. O que aconteceu a Pedro na terceira aparição de Jesus, após a ressurreição?
R. O Mestre perguntou três vezes a Pedro se ele o amava. Com essas indagações, Pedro refletiu sobre seu passado, presente e futuro.

5. Quais os dois elementos que marcaram o ministério de Pedro?
R. A graça para resistir à perseguição e o zelo pela integridade da Igreja.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

Subsídio Devocional

“Pastoreando suas ovelhas (Jo 21.17)
Muita coisa tem sido feita da pergunta que Jesus fez a Pedro três vezes: ‘Amas-me?’ Alguns pastores e professores falam sobre como essa pergunta cria intencionalmente um paralelo com as três negações de Pedro sobre Cristo. Outros enfatizam as diferentes palavras gregas traduzidas por amor nessa passagem. Quase esquecida em todas essas discussões está a ênfase que Jesus colocou sobre ministrar aos outros.
‘Pastoreia as minha ovelhas’, Jesus disse cada vez que Pedro afirmou seu amor por Ele. ‘Se você realmente me ama, cuidará daqueles que me pertencem’. Observe que em nenhuma vez Jesus perguntou se Pedro amava as ovelhas. A motivação fundamental para o ministério era e é o amor por Jesus Cristo e uma disposição para agir. Há outra mensagem aqui também. ‘Mesmo que você tenha fracassado’, Jesus parece estar dizendo, ‘Eu ainda posso usá-lo na vida dos outros’.
E quanto à sua vida? Você ama Jesus? Está provando seu amor por Ele servindo aos outros? Sua motivação em ministrar é para demonstrar seu amor por Cristo? Qualquer coisa menor não vai ‘agüentar’.
Será que os fracassos do passado estão perseguindo você e impedindo-o de buscar a Cristo? Olhe para a lição de Pedro e descubra que Deus ainda deseja que você seja um servo frutífero para Ele. Se amamos a Jesus, ministraremos aos outros”.
(KENDRICK, M. 365 lições de vida extraída de personagens da Bíblia. RJ: CPAD, 1999, p.276.)

APLICAÇÃO PESSOAL

Nosso temperamento, embora inato, pode e deve ser controlado pelo Espírito Santo. Uma vez que o temperamento, a personalidade e o caráter fazem parte integral do ser humano, o homem que deseja ser guiado por Deus deve entregá-los completa e totalmente ao Espírito do Senhor: “Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus” (Rm 8.14). Ser guiado em tudo! No sentir, pensar e agir!
Quão maravilhoso é para o crente ter o seu temperamento controlado pelo Espírito Santo! “Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito” (Gl 5.25).

Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. (2Tm 2.15)









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