terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

4 estágios da vida de Lázaro



















TEMAS E MENSAGENS
Professor Jean Carlos Th.D
Zap 11 982965144


Tema: O que você precisa ressuscitar? O que você precisa para ressuscitar? Texto: João 11.1, 14 / 12.2,10

Introdução
a)     O nome ‘Lázaro’ aparece em 15 ocorrência no NT;
b)    O ‘Lázaro’ de Lucas não é o mesmo citado em João 11-12
c)     Os capítulos 11-12 cobrem um período de uns 4 meses;
d)    No final de João 10 encontramos a festa do Khanuká;
e)     Em João 12 encontramos a festa do peskhá

I – Mesmo sendo amado por Jesus, não escaparemos das tribulações da vida
Vejamos abaixo:

João 11.3 “... está enfermo aquele que tu amas”;
João 11.5 “... Jesus amava Marta, sua irmã e Lázaro”;
João 11.33 Quando Jesus viu a ‘choradeira’: “... moveu-se muito em espírito e perturbou-se”;
Grego: Enébrimêssato tô pneumati: Literalmente indica: estar profundamente comovido

João 11.35 “... Jesus chorou”;
Gr. Dakryô: Lágrimas: Na vulgata latina utiliza: Et        lacrimatus est Iesus. Jesus derramou lágrmas.

João 11.36 “... vede como os amava”;
João 11.38 “... Jesus movendo-se em ci”.

TUDO ISSO NÃO IMPEDIU OS MOMENTOS RUINS

ALGUNS DETALHES GERAIS DAS FASES DA VIDA DE LÁZARO EM JOÃO 11-12

Capítulo 11 de João: encontramos Lázaro: Doente e morto
Capítulo 12 de João: encontramos Lázaro: em festa e perseguido

II – AS FASES GERAIS DA VIDA DE JOSÉ

Gn 37.3 – Amado por seu pai
Gn 37.4 – Invejado por seus irmãos
Gn 37-38 – Vendido ao Egito
Gn 39.1 – Favorecido por Faraó
Gn 39.20 – Encarcerado por Potifar
Gn 41.1 – Elevado por Faraó

III – OS PASSOS PARA RESSURREIÇÃO

1ª João 11. 34 “... onde sepultastes?”. JESUS QUER OUVIR NOSSA CONFISSÃO

Algumas ocorrências na Bíblia
a)     Lucas 18.41: “Que queres que te faça?”;
b)    Marcos 8.34: “Se alguém quiser vir após mim...”;
c)     Apocalipse 22.17: “O Espírito e a noiva diz vem....”


2ª João 11. 38 “... tirai a pedra”. JESUS QUER VÊ NOSSA PARTICIPAÇÃO

Algumas ocorrências na Bíblia
a)     Marcos 16.4 “...viram que a pedra estava removida, e ela era muito grande”;
b)    Mateus 28.2: “...Houve um grande terremoto, porque o anjo do Senhor removeu a pedra e sentou-se em cima”
c)     Existem pedras que Jesus remove;
d)    Existem pedras que nós devemos remover. É FÁCIL TIRAR OU REMOVER AQUILO QUE DESAGRADA A DEUS?

Obstáculos para o milagre!!
João 11.39 “... Senhor, cheira mal...”. Algumas verdades aqui
a)     SENHOR: No caso vocativo. Ela se dirige a Jesus;
b)    CHEIRA MAL: Está em andamento do estado de decomposição;
c)     DEFUNDO: Já não chama mais de Lázaro.

EM 4 DIAS, DEPOIS DE MORTO, O QUE ACONTECE COM O CORPO HUMANO?
a)     As células param de oxigenar;
b)    As bactérias entram em ação;
c)     O corpo começará a ‘derreter-se’;
d)    Os órgãos já começam e já estão em auto digerindo-se.

HORA DA ATUAÇÃO DO PODER DE DEUS
a)     Em João 11.41 “tiraram, pois, a pedra;
b)    Em João 11.41,42. Oração de Jesus realizada
a.      CHAMOU COM GRANDE VOZ, LÁZARO.... neste momento veja:

e)    As células voltam de oxigenar;
f)      As bactérias param sua ação;
g)    O corpo deixa de ‘derreter-se’;
h)   Os órgãos já deixam e já não mais estão em auto digerindo-se.




3ª João 11. 44 “...desatai-o”. JESUS QUER VÊ NOSSA PARTICIPAÇÃO
Detalhes importantes no texto e na tradução judaica
a)     Os judeus envolviam os defuntos em lençóis, lenço de rosto e atava-os;
b)    João 11.44: “O defunto saiu...”. O primeiro defunto que eu vi andar. Se estava amarrado, como saiu?
c)     Desatai-o e deixai-o ir;
d)    Imperativo: Uma ordem;
e)     Plural: para toda igreja;
f)      O que está impedindo-o de caminhar?

4ª Limpeza do defunto: Eu acredito, aqui, ficaria por conta da família

Às vezes, temos bênçãos para receber, contudo, não queremos fazer nossa parte. 



sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

O perigo da apostasia - Professor Jean Carlos Th.D

O perigo da apostasia - Professor Jean Carlos Th.D
                         O PERIGO DA APOSTASIA HEBREUS 6. 1-6


INTRODUÇÃO
 De acordo com 13.22ª carta foi escrita em tom de exortação;
• Ela tem um propósito prático
• Exortar aos judeus-crentes não abandonassem a fé.

1 – DEFINIÇÃO DO TERMO
‘APOSTASIA’ O termo aparece 5 vezes no Novo Testamento a) Revolta; b) Rebelião; c) Afastamento doutrinário (parcial) e d) Abandono premeditado e consciente da fé.

2 – OS ÂNGULOS DA ‘APOSTASIA’
a) Apostasia gradativa;
b) Heresias, modismos e inovações;
c) Apostasia consumada

3 – COMO COMBATER AS ‘PARADAS’ ESPIRITUAIS’ E OS ESTACIONAMENTOS
Devemos cuidar da eventual infância espiritual

1. INFÂNCIA ESPIRITUAL
a) Negligentes para ouvir (Hb 5.11) “A esse respeito temos muitas coisas que dizer e difíceis de explicar, porquanto vos tendes tornado tardios em ouvir. (Heb 5:11 ARA)” Gr. Nôthós: Indica: Sonolento, indolente e molengo.
b) Alimentados com leite (Hb 5. 13) ” Ora, todo aquele que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, porque é criança. (Heb 5:13 ARA)”
c) Alimento sólido +e para os perfeitos (Hb 5. 14) ”Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal. (Heb 5:14 ARA)
2. O AUTOR EXIGE CRESCIMENTO (V. 1,2) “Pelo que, deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até a perfeição, não lançando de novo o fundamento do arrependimento de obras mortas e de fé em Deus, (Heb 6:1 ARC)”

Nesta relação temos um oposto textual Gr. Arkhê: Principio de alguma coisa Gr. Teleios: Maturidade de algo (indica algo completo ou perfeito)

3. DIRECIONAMENTO DAS EXORTAÇÕES
• Judeus incrédulos;
• Judeus cristãos;
• Igreja como um todo.

RUDIMENTOS INICIAIS NA VISÃO DO AUTOR
1. Arrependimento de obras mortas;
2. Fé em Deus (preliminar);
3. Doutrina dos batismos (plural). Indica o batismo cristão e também ablações cerimoniais do AT (Mc 7. 4);
4. Imposição de mãos (Tanto no AT como no NT); 5. Ressurreição e juízo.

4. 4 COISAS IMPOSSIVEIS PARA DEUSEM HEBREUS
I – DEUS MENTIR (6.18);
II – Sacrifício do AT salvar alguém (11.6);
III – Agradar a Deus sem fé (11. 6);
IV – Depois de cometer apostasia ser renovado (6.4).

5. Rápida análise de Hebreus 6. 4 “Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes do Espírito Santo, (Heb 6:4 ARC)”



Gr. Adynatos. O termo é utilizado para conotação de que Deus faz ou não faz. Indica impotência. Assim sendo, carrega os seguintes sentidos: a) Impossível ou impotente; b) Em relação às coisas (lei) Romanos 8.3. a lei é impossível salvar. c) Um antônimo clássico em Mateus 19.26 “E Jesus, olhando para eles, disse-lhes: Aos homens é isso impossível, mas a Deus tudo é possível. (Mat 19:26 ARC)”


CASOS PERIGOSOS NO NOVO TESTAMENTO
1. Pecado de Morte (1 João 5. 16) “Se alguém vir seu irmão cometer pecado que não é para morte, orará, e Deus dará a vida àqueles que não pecarem para morte. Há pecado para morte, e por esse não digo que ore. (1Jo 5:16 ARC)”

Aulgumas verdade no texto a) Fica claro que existe pecado para morte. Gr. Estin. 3ª pessoa de Eimi. Existir ou ser b) De forma geral todo pecado é para morte (Romanos 6. 23) c) O autor está contrastando o que é para morte x do que não é para morte; d) Sobre o pecado que não é para morte ele diz: “Pedirá a Deus e ele lhe dará vida”

2. Blasfêmia contra o Espírito Santo (Mateus 12.32) “E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do Homem, ser-lhe-á perdoado, mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro. (Mat 12:32 ARC)”

a) Rejeição persistente deliberada do chamado do Espírito Santo à salvação; b) Rejeição permanente da luz e abraçar as trevas (João 3. 16); c) Perca da sensibilidade do arrependimento à atribuir obras de Deus ao diabo



3. Apostasia consumada e deliberada Participação do apóstata.
a) “...que aqueles que uma vez foram iluminados (Heb 6:4 ARA)”. Isto fala da conversão: “3Lembrai-vos, porém, dos dias anteriores, em que, depois de iluminados, sustentastes grande luta e sofrimentos; (Heb 10:32 ARA)” b) “... e provaram o dom celestial, (Heb 6:4 ARA) ”. É um sentido genérico da Salvação. Basta observar o texto de (João 4. 10) onde a palavra ‘dom’ é usado neste sentido. Provar aqui indica uma experiência completa: “vemos, todavia, aquele que, por um pouco, tendo sido feito menor que os anjos, Jesus, por causa do sofrimento da morte, foi coroado de glória e de honra, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todo homem. (Heb 2:9 ARA)” c) “...e se tornaram participantes do Espírito Santo, (Heb 6:4 ARA)”. Novamente uma citação da conversão. Em 3.1 temos: “Participantes da vocação”. Em 3.14 temos: “Participantes de Cristo”. d) “...e provaram a boa palavra de Deus  (Heb 6:5 ARA) ”. Indica experimentaram (não é um simples provar). Séculos futuros. Indica aspectos da glória (1.2;2.5;4.3;12.18-24)

DEPOIS DE TUDO ISSOALISTADO ACIMA AÍ ‘CAÍRAM’
Gr. Parapsontas. Lit. Cometer apostasia. Uma prática premeditada.

O QUE O AUTOR NÃO ESTÁ FALANDO
1. De um simples afastamentos;
2. Falhas comuns das fraquezas humanas;
3. Frieza espiritual ou simples desvio

O QUE O AUTOR  ESTÁ FALANDO
1. Afastamento total do Deus vivo (3.12)

POR QUE APOSTASIA É GRAVE?
1. Não é um pecado qualquer, é imperdoável: Elimina a base da salvação, arrependimento
2. Crucificam de novo o Filho de Deus (v. 5): Alinhar-se com os inimigos de Deus.
3. Expõe o Filho de Deus ao ridículo ou desgraça (10.26);
O perigo da apostasia - Professor Jean Carlos Th.D

FINALIZAÇÃO 7 Porque a terra que absorve a chuva que frequentemente cai sobre ela e produz erva útil para aqueles por quem é também cultivada recebe bênção da parte de Deus; 8 mas, se produz espinhos e abrolhos, é rejeitada e perto está da maldição; e o seu fim é ser queimada. (Heb 6:7-8 ARA)

CONCLUSÃO
Devemos ter cuidado com:
a) Revolta espiritual;
b) Rebelião;
c) Da um ‘tempinho’ na fé;

d) Heresias, modismos e inovações.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

ATIVIDADES DO MISSIONÁRIO SAMUEL NYSTRÖM EM SP


ATENÇÃO: COLOCADO COM PERMISSÃO DO AUTOR DA MATÉRIA O HISTORIADOR ELIEZER COHEM


NO ANO DE 1931 O EVANGELHO DE FOGO E PODER É PREGADO PELA PRIMEIRA VEZ EM PRAÇA PÚBLICA NO BAIRRO DO IPIRANGA CUJO RESULTADO FOI A FUNDAÇÃO DA ASSEMBLÉIA DE DEUS NO BAIRRO

 Conforme minuciosa pesquisa do pastor Eliézer Cohen, jornalista e historiador das Assembleias de Deus no Brasil, num certo dia do mês de abril de 1931, o missionário Samuel Nyström que pastoreou a Assembléia de Deus na capital paulistana entre os meses de outubro de 1930 a maio de 1932, enviou o evangelista Vitaliano Piro para dirigir cultos nos jardins do atual Parque da Independência, bairro do Ipiranga, o que passou a fazê-lo sistematicamente em diferentes locais do parque. Até aquela ocasião ninguém ainda havia pregado em praça pública no bairro do Ipiranga. Por diversas vezes umas religiosas do Educandário Sagrada Família, situado na região, fizeram ferozes investidas contra o servo de Deus

          Congregando na Rua Carneiro Leão, bairro do Brás, havia um casal de avançada idade, irmãos Gaudêncio Fernandes e esposa, cujo filho Joaquim e esposa, dona Josefina Fernandes, residiam no Ipiranga, e ainda não eram evangélicos, razão pela qual o casal se prontificou em acompanhar Vitaliano numa de suas empreitadas. No dia marcado, quinta-feira à tarde, reuniram-se nas imediações do Museu do Ipiranga as seguintes pessoas: Vitaliano e esposa; Gaudêncio e esposa; Joaquim e esposa Josefina Fernandes; e diácono João Jacob e esposa. Elas estavam cultuando ao Senhor quando de repente surgiram em suas frentes, as religiosas do já mencionado Educandário.

  Investiram contra os irmãos atirando-lhes pedras com muita violência, ódio e ferozmente, razão porque o grupo saiu apressadamente do local a fim de não sofrerem ferimentos graves, e se dirigiram à modesta casa de dona Josefina Fernandes, situada à Rua Arcipreste Ezequias, número 7 – Vila São José, bem distante daquele local. A casa possuía apenas uma cozinha e um pequenino quarto e irmã Josefina ofereceu o mesmo, para a realização dos cultos.


       Após as primeiras reuniões converteram-se: Josefina Fernandes; Carmem Ruiz Triston e filhas: Carmem Triston Fernandes e seu esposo Marcial Fernandes, além de Teodora Triston Fernandes. Também se converteram naqueles dias: a vizinha Josefa Ruiz, bem como Encarnação Perez. Todos eles são considerados pioneiros fundadores da igreja.  

        Depois de vários cultos Vitaliano marcou batismo nas águas para a tarde do dia 29 de JUNHO DE 1931, uma segunda-feira bastante fria e cinzenta, feriado na cidade, que seria o primeiro no Ipiranga. O ato batismal realizou-se no histórico riacho Ipiranga que passa em frente do atual templo-matriz e o local escolhido localiza-se a três quilômetros à direita do templo. Na oportunidade ele batizou Carmem Ruiz Triston, e Josefina Fernandes.


        O evento emocionou a todos os presentes, pois, Carmem Triston que estava com 70 anos de idade, sofria terrivelmente de bronquite asmática que tanto a maltratava. Quando saiu do riacho batia palmas de contentamento e pulando, dava glórias a Deus, completamente curada! Elas se tornaram oficialmente as duas primeiras crentes batizadas da novel congregação. Após a cerimônia do batismo todos se dirigiram para a casa da irmã Josefina onde ocorreu um culto e Vitaliano oficializou a fundação da Assembléia de Deus no Ipiranga.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

ABRAÃO, A ESPERANÇA DO PAI DA FÉ

                            

Pr. Adaylton de Almeida Conceição
  
Introdução: Sem dúvida a história de Abraão é uma das maiores referências para nós no Antigo Testamento por que ele foi chamado “pai da fé” (Romanos 4.16) e “amigo de Deus” (Tiago 2.23).
Sabemos que Abraão é o pai da fé. Mas que fé era esta? A palavra de Deus nos diz que a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus (Romanos 10.17). Abraão ouvia a voz de Deus e as palavras do Senhor eram a base de sua fé. Confiado nas promessas de Deus ele direcionou toda sua vida. À medida que o Senhor falava com ele sua fé era alimentada e mais confiante se tornava
Não é coincidência que as três principais religiões do mundo – judaísmo, cristianismo e islamismo – sejam às vezes chamadas de “religiões abraâmicas”. Isso ocorre porque as três, de uma forma ou de outra, reconhecem suas raízes nesse grande homem de Deus.
O Primeiro patriarca, Abraão foi o fundador do povo hebreu. Nas tradições judaica, cristã e muçulmana, ele aparece como uma figura paterna – dignificado, firme em sua fé, humano, respeitado pelos chefes locais em qualquer lugar por onde passasse. Ele percorre lenta e majestosamente todo o mundo do Oriente Próximo de quase quatro mil anos atrás, da Mesopotâmia ao Egito. O principal cenário de sua história é a região montanhosa central da terra de Canaã, que Deus prometeu para ele e sua descendência” Ele “é o ancestral dos Israelitas (Jo. 8,31-33) e o pai espiritual de todos os que  aderem à fé bíblica(Gl 13,7). É um herói do Islã, que o chama “Amigo de Deus”
A importância de Abraão
“O traço mais importante da vida de Abraão é sua experiência religiosa. É sobre este fato capital que se apoia a tradição judeu-cristã. Deus “falou” a Abraão, se revelou a ele. Abraão descobriu um deus que entra em relação amiga, que “faz aliança” com ele, com seu clã, para acompanhá-lo, para realizar, em seu favor, mas também com um prolongamento em favor de todos os ‘homens, promessas de bênçãos copiosas. Este Deus, senhor universal, pode dar a seu amigo a posse da terra de Canaã. Exige justiça e pune a desobediência; admite à sua intimidade através do culto, deixa-se influenciar pela oração e pede uma confiança ilimitada em sua capacidade de realizar suas promessas”.
A posição de Abraão se fundamenta no seu chamado por Deus (Gên 12,3) e na aliança feita com ele por Deus (Gên 17,7), e se completa pela obediência cheia de fé com que respondeu a Deus, e que lhe foi contada como justiça (Gên 15,6).
No texto de Gênesis 12.1-3 Abrão ainda não tinha uma aliança com Deus, mas foi chamado pelo Senhor, que o estava preparando para um pacto eterno com Ele.
O homem caiu em pecado e perdeu a comunhão com seu Criador. Deus, entretanto, promete intervir e enviar um Salvador, logo após a queda do homem. Gênesis 3.15. Neste momento Deus lhe fala três coisas principais que deveria fazer:
- v.1 “sai da tua terra e da tua parentela” – significa deixar tudo por amor a Deus (Marcos 10.29). Servir a Deus significa renúncia de tudo que temos e somos. Antes de fazer uma aliança com Deus, Abrão precisava se soltar de tudo que o prendia. Do mesmo modo não podemos estar presos a nada e ninguém para servir a Deus. A família não pode ser empecilho para servir a Deus por que a família é uma bênção e não maldição.
-v.2 “Sê tu uma bênção!” – isso nos ensina que não apenas devemos ter ou receber bênção e sim devemos ser uma bênção. Então tudo o que temos e fazemos será abençoado. Não é preciso correr atrás de bênçãos, pois elas vão te alcançar (Deuteronômio 28.2). após este chamado Abrão vai para o Egito e enfrentou lutas (Gn 14), separações na família (Gn 13) e muitas dificuldades mas em tudo foi abençoado.
-v.3 “abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra”. Além de ser abençoado, Deus lhe prometeu proteção de que se alguém o amaldiçoasse, seria amaldiçoado pelo próprio Deus. Por isso não devemos ter medo de nada nem de ninguém. Quando servimos a Deus, não só nossas famílias são abençoadas como também todas as famílias da terra.
Esta foi somente a preparação para fazer Aliança com Deus. Nós cristãos estamos na Nova Aliança da Graça no Sangue de Jesus, então tudo o que Deus falou a Abraão pode ser multiplicado por milhares para que saibamos a tão grande Aliança de Deus para conosco. As alianças de Deus com estes homens no passado nos ajudam a entender como devemos fazer uma aliança com Deus.
Deus chama um homem, Abrão, para dar sequência a seu plano de salvação.
Abrão (com um “a”) quer dizer “pai exaltado”.
Abraão (com 2 “a”) quer dizer “pai de nações”. Em Gênesis 17.5, Deus muda o nome de Abrão para Abraão, com isto significando que sua descendência seria numerosa.
Deus é assim: usa nossas fraquezas e impossibilidades para demonstrar Sua força e poder! Abraão teve que crer nas promessas de Deus. Apesar da sua idade e da sua esposa, que era estéril e também idosa, Deus agiu na vida deles, como também age em nossas vidas.

A PROVISÃO DE DEUS

Mas porque era tão importante que Abraão tivesse filhos e seus descendentes constituíssem uma nação?
Através da descendência de Abraão, Deus estabeleceria uma nação – os hebreus. Desta nação, viria a nascer o Salvador, que é o Messias (Jesus Cristo).

O desafio de acreditar no projeto de Deus.
Vamos refletir sobre sete palavras que Deus deu a Abraão, sobre as quais firmou sua fé:

1- RENÚNCIA: “sai de tua terra” Gênesis 12.1
A primeira Palavra de Deus para Abrão foi sobre Renúncia. O Senhor o mandou sair de sua terra e do meio de sua parentela. Isso significava deixar sua área de conforto e partir para um lugar incerto aos olhos humanos, mas sob a certeza da dependência de Deus.
Foi assim que Abrão deixou a terra de Ur em busca da sua promessa. Foi preciso fé para fazer uma longa caminhada por lugares desconhecidos. A cada horizonte que olhava meditando onde seria a terra da promessa até que o Senhor lhe mostrou. Mas para ganhar uma terra que fosse de Deus, pela fé, precisou deixar sua própria terra.

2- CARÁTER: “sê tu uma bênção” Gênesis 12.2
A segunda Palavra de Deus para Abrão foi sobre seu caráter. Enquanto caminhava em busca da promessa, sua personalidade precisou ser moldada. Duas vezes Abrão errou dizendo que sua esposa seria sua irmã (Gênesis 12.13-19 e 20.1-16). Por isso seu caráter precisava ser transformado por Deus.
O Senhor definiu que o caráter de Abrão deveria simplesmente ser uma bênção. Ou seja, tudo o que falar ou fizer teria que ser abençoado. Para isso deveria fugir de tudo o que não fosse bom ou proveniente do Senhor.

3- PROMESSA: “em ti serão benditas todas as famílias da terra” Gênesis 12.3
A terceira Palavra de Deus para Abrão foi uma promessa. Ele já havia renunciado sua terra em prol da que o Senhor lhe daria. Seu caráter já estava sendo forjado pelo Senhor. Agora ele já podia receber uma promessa de Deus.
O Senhor prometeu a Abrão que teria filhos e uma família abençoada. Além disso, também abençoaria todas as famílias da terra através de sua fé. Sua fé seria tão grande o suficiente para sua família e todas as outras.

4- SONHO: “conta as estrelas” Gênesis 15.3
A quarta Palavra de Deus para Abrão foi para que sonhasse. Embora estivesse bem acordado, Deus o conduziu até fora de sua tenda e lhe mandou contar as estrelas. Enquanto contemplava o céu estrelado, os olhos espirituais de Abrão foram abertos e começou a sonhar. Imaginou uma multidão de pessoas inumerável como as constelações.
A partir daquele momento a vida de Abrão mudou muito. Um velho de noventa anos, com olhos já cansados agora, mesmo na escuridão da noite, tinha o brilho de um sonho no olhar. Foi este sonho que motivou a vida de Abrão pelo resto de sua vida.

5- SANTIDADE: “anda na minha presença e sê perfeito” Gênesis 17.1
A quinta Palavra de Deus para Abrão foi sobre Santidade. Para que Deus realizasse seu propósito em sua vida, precisaria santificar sua vida totalmente ao Senhor. Sarai sua esposa não havia entendido a promessa sobrenatural de Deus e quis ajudar ao Senhor cumprir sua promessa dando filho a Abrão através de sua empregada (Gênesis 16.1-15).
Com este ato, pararam de sonhar espiritualmente para agir carnalmente. Por isso Deus precisava santificar a vida de Abrão preparando-o para receber o propósito Deus para sua vida. Esta situação embaraçosa entre Sarai e Agar era um empecilho para que a família de Abrão fosse abençoada por Deus.

6- ALIANÇA: “será contigo a minha aliança” Gênesis 17.4
A sexta Palavra de Deus para Abrão é uma Aliança. Aliança é um compromisso, pacto ou contrato. Deus garantiu para Abraão que lhe daria sua promessa. Da mesma forma que Deus garantia a Abrão, ele também deveria ter compromisso com Deus.
A partir de agora o nome de Abrão foi mudado para Abraão que significa “pai de numerosas nações” (Gênesis 17.5). Para não esquecer, Deus lhe deu um novo nome e todas as vezes que seu nome Abraão fosse dito, estaria lembrando-se da promessa.

7- ABENGAÇÃO: “toma teu filho, teu único filho” Gênesis 22.2
A sétima palavra de Deus para Abraão foi sobre Abnegação. Abnegação significa negar-se a si mesmo (Lucas 9.23), deixando vontade e prazeres em prol da soberania do Senhor.
Deus já havia dado um filho a Abraão. Isaque significa sorriso e alegria (Gênesis 21.6). De fato este filho era o maior prazer para Abraão. Deus lhe fez uma prova de fé e abnegação porque a promessa que havia feito não era de lhe dar um filho apenas, mas multidões.
Até aqui o sonho de Abraão já estava cumprido. Mas a promessa de Deus era muito maior. Para saber se Abraão estava pronto para fazer parte do propósito Divino, precisava ser provado em sua fé. Se abrisse mão de seu sonho em prol do propósito de Deus, receberia muito além do que imaginava. Abraão aceitou o desafio. Abriu mão de sua alegria (Isaque) e recebeu a felicidade completa.

CREU NO SENHOR SEM NENHUMA GARANTIA
Ele creu simplesmente porque teve fé no Senhor. Ele não precisou de qualquer garantia humana para obedecer. Deus não falou para Abraão nem onde seria essa terra. Além disso, Abraão chegou quase aos cem anos sem nem ter filhos.
A única garantia que temos quando andarmos por fé é que seremos supridos em todo tempo. Devemos dar passo após passo e receberemos a direção de Deus e seremos abençoados.
Foi fiel até o fim
Sua fé em Deus permaneceu até o fim e Deus foi fiel em tudo que prometeu a ele e a sua dês-cendência. Abraão sabia muito bem que sua vida aqui na terra era passageira. Que os bens materiais de nada adiantavam para ele. “Se fiel ate a morte e dar-te-ei a coroa da vida.”(Ap 2.10)     
APRENDENDO A VIVER POR FÉ E NÃO POR VISTA

"Porque andamos por fé, e não por vista".   (2 Co 5:7).

"O qual, em esperança, creu contra a esperança, tanto que ele tornou-se pai de muitas nações, conforme o que lhe fora dito: Assim será a tua descendência". (Rm 4:18).
Creu CONTRA a esperança... Não é por acaso, que Abraão é considerado o “pai da fé”. Crer contra a esperança, significa; que, o que já era difícil se tornou “IMPOSSÍVEL!”, (humanamente falando). Significa que; toda esperança “natural” , havia morrido! O tempo, a longa espera se encarregou disso; matar a esperança natural de Abraão e Sara gerarem filhos. Certamente, o cumprimento da promessa demorou muito mais do que eles imaginavam ter que esperar.

O que é crer contra a esperança?

Esperando contra a esperança, essa frase é curiosa. Como pode alguém “esperar contra a espe-rança”? Abraão realizou esse feito e se ele foi um homem que agradou a Deus, certamente devemos aprender com ele. Há um ditado popular que diz: esperança é a última que morre, a verdade é que nossa esperança, de fato morreu, mas ressuscitou ao terceiro dia, Ela se chama Jesus. Esta foi a causa que fez Abraão esperar vinte e cinco anos pela realização de uma promessa, sem perder a alegria diária.

Crer contra a esperança é o mesmo que andar na contra mão do mundo.
Falam em fracassos, portas fechadas, doenças incuráveis, desempregos, crise mundial e outras coisas mais. Há momentos que a dúvida surge, a preocupação e é nessa hora que temos que lutar contra a nossa falta de fé.
Esse é sem dúvida um dos assuntos que podemos dizer estar presente em quase todos os textos da Bíblia, porque o alvo principal das Escrituras é levar a verdadeira esperança a todos os homens. O apóstolo Pedro escreveu: "Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos" I Pe !.3
A esperança tem o seu fundamento firme somente no Eterno e Soberano Deus, e é baseado nisso que Pedro nos diz que Ele nos proporciona uma viva esperança, pois procede de uma fé sincera no poder de Deus "Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam..." Hb 11.1. A esperança edificada nos fundamentos da Palavra do Senhor nos faz olhar para o futuro crendo nas infinitas possibilidades de Deus, não levando em conta quaisquer circunstâncias existenciais que se apresentem para contrariar as promessas de Deus.
Quando todas as possibilidades terrenas foram esgotadas muitas vozes falaram para que Abraão abdicasse da esperança, mas mesmo experimentando algumas angustias e crises existenciais, demonstrando pouca força em alguns momentos ele continuou crendo, se auto-superou e colocou o seu nome na Galeria dos heróis da fé (Hebreus 11), tornando-se o Pai da fé. Crer contra a esperança é deixar de olhar para baixo, para lados e começar olhar somente cima, no momento de angustia do patriarca o Deus da providência aparece para ele e diz "Então o levou fora, e disse: Olha agora para os céus, e conta as estrelas..." (Gênesis. 15.5).
Deus continua a estender sua aliança com Abraão e sua família
“Quando Abrão já estava com 99 anos e Sarai com 90, o Senhor lhe apareceu novamente e disse que de então por diante seu nome seria Abraão, “pois eu te faço o pai de uma multidão de nações” (Gn 17,5). O nome de Sarai também foi mudado para Sara (“princesa”). Como sinal físico da aliança de Abraão com o Senhor, este o instruiu a circuncidar-se e a todos os membros de sua casa e, a partir daquela data, todas as crianças do sexo masculino deveriam ser circuncidadas oito dias após o nascimento”. “Esse pacto é ainda hoje observado pelos judeus”.
“A fé que Abraão tinha distinguia-se da grande maioria dos seus contemporâneos: acreditava em Deus Todo-poderoso, Gn 17.1; eterno, Gn 31.33; altíssimo, Gn 14.22; criador dos céus e da terra, governador moral de toda a terra, Gn 18.25; e, de acordo com as crenças de seus contemporâneos, acreditava em Deus, como regulador de todos os acontecimentos do mundo, que vê e toma conhecimento de tudo que acontece e que faz tudo conforme sua vontade soberana. Nessa crença, Abraão obedecia a Deus e o adorava, honrando o seu nome.
Abraão “O Pai dos crentes”
A Epístola aos hebreus, no grande elogio à fé dos antepassados, insiste particularmente na fé de Abraão: “Foi pela fé que Abraão, respondendo ao chamado, obedeceu e partiu para uma terra que devia receber como herança, e partiu sem saber para onde ia” (Hb 11,8).
Pela fé, viveu como estrangeiro e como peregrino na Terra Prometida. Pela fé, Sara recebeu a graça de conceber o filho da promessa. Pela fé finalmente, Abraão ofereceu seu filho único em sacrifício.
Como Abraão se tornou um exemplo tão notável de fé?
3. À medida que os anos passavam, que qualidade se destacava em Abraão, e o que podemos aprender disso?
Abraão era diferente. À medida que os anos passavam, ele se destacava cada vez mais por causa de sua fé. De fato, o apóstolo Paulo foi mais tarde inspirado a chamá-lo de o “pai de todos os  que têm fé”. (Leia Romanos 4:11.) Vejamos o que ajudou Abraão a desenvolver essa qualidade. Assim, nós mesmos poderemos aprender muito sobre como aumentar a nossa fé.
CONCLUSÃO:
Jesus é o “autor e consumador da fé” (Hebreus 12.2). Por isso devemos pedir a Ele que nos dê a fé que precisamos, “aumenta-nos a fé” (Lucas 17.5).
Como fez Abraão, precisamos basear nossa fé nas palavras de Deus para nossos corações. Deus pode usar pessoas para falar conosco. Pode falar diretamente em cada coração. Mas fala principalmente pela leitura da Bíblia e pela Pregação do Evangelho. Quem deseja crescer na fé precisa estar sempre atento e “sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos” (Tiago 1.22).///

                              Pr. Adaylton de Almeida Conceição (Th.B.;Th.M.;Th.D.)

Ass. de Deus em Santos (Ministério do Belém) - São Paulo.
Email: adayl.alm@hotmail.com
Facebook: adayl manancial

BIBLIOGRAFIA
Adaylton de Almeida Conceição - Abraão: o primeiro missionário
Welflany Nolasco Rodrigues - A Fé de Abraão
Déborah Janeth Camargo Garajau – Crendo contra a esperança
Abílio Carlos dos Santos – Crer contra a esperança


Subsídio para adultos - Lição 6 - A Mordomia da Adoração

Lições Bíblicas CPAD Jovens e Adultos de  1º Trimestre de 2007 Título:  A Igreja e a sua missão Comentarista:  Elienai Cabral ...

Matérias mais visitadas